

descobri diversas outras coisas ao longo do ano, mas não vem ao caso colocá-las todas aqui (até porque nem me lembro de todas - ultimamente tenho tido altos bloqueios de escritor, e as idéias me fogem antes de eu chegar no computador). então sobra falar sobre a próxima temporada.
pensando nessa reflexão toda e vendo para que lado as coisa estavam caminhando, resolvi escolher um foco que me permitisse explorar ainda mais esse caminho do meio entre ilustração/design/layout/tipografia. a primeira escolha tinha sido criar estampas para camisetas, mas abortei a idéia porque isso exigiria mais de texto do que eu acho que gostaria nesse momento. pensei em algo mais aberto, e fiquei entre cartazes e cartões postais.
acabei ficando com a arte postal mesmo. primeiro porque são designs que abrem uma possibilidade prática de serem utilizados - eu posso efetivamente transformar isso em cartões postais, se desejar. e segundo porque me permitiria continuar aprimorando técnicas para desenvolver layouts em espaços reduzidos - na verdade, um cartão postal não é muito maior que as páginas de moleskine.
é, isso, então. eu gostaria de ter postado iso antes da virada do ano, mas não consegui por causa das correrias normais da época. mas isso pode ser um sinal, se você acredfita em sinais. talvez simbolize a necessidade de esperar os tempos das coisas, de ser menos afoito e ansioso, especialmente nessas datas tradicionalmente ansiosas. expectativas, aliás, que estão no topo da minha lista de resoluções para o novo ano.
este foi um trabalho de ilustração que fiz para o jornal Moviola, publicado pelo IESB para cobrir o Festival de Cinema de Brasília. ela ilustrou uma matéria sobre Brasília ser vendida como opção para locações em filmes, dado seus cenários urbanos únicos. foi um trabalho muito prazeiroso; nem sempre temos oportunidade de fazer trabalhos profissionais que sejam divertidos e instigantes.
esta outra vinheta não chegou a ser usada, mas gostei bastante do resultado final, e por isso resolvi postá-la, também.
quando realizou sua oficina sobre diários gráficos aqui em Brasília, Renato Alarcão falou muito sobre o processo como forma de inspiração, especialmente no tocante ao desenvolvimento de um sketchbook próprio. voltar e páginas anteriores e realizar novas interferências serve tanto de exercício quanto de inspiração.
nas páginas em que desenhei à lápis eu costumava colocar uma folha em branco separando um desenho de outro, para não borrá-los. semana passada esqueci de fazer isso - e ainda por cima desenhei com uam pressão maior, marcando parte do desenho novo nas páginas antigas finalizadas.
o efeito foi interessante, revigorando os desenhos anteriores. resolvi postar aqui dois deles.
não, este blog não padecerá da "maldição da 26ª semana". com efeito, fui atropelado por uma série de inesperados eventos, e entre semana final do IESB e um acúmulo súbito de trabalho precisei parar todo o resto.
semana que vem posto dois para compensar.
manhã de sábado, fim de prova do detran (renovação de carteira, fique claro. não fiz nenhuma barbaridade. ao menos, nenhuma testemunhada :). após três semanas de ritmo alucinado, passando horas seguidas trabalhando para tirar o atraso nos freelas (devido à trágica semana sem computador em casa), olhei para a manhã ensolarada e ficou claro que eu não estava com a mínima vontade de voltar para dentro de quatro paredes.
resolvi então entrar no carro e dirigir à toa. acabei parando na praça em frente ao museu da república (a "estrela da morte"), que para meu azar estava fechado, aguardando troca de exposições. acabei fazendo algo que vivo recomendando aos outros e nem sempre tenho tempo de por em prática eu mesmo: me sentei no banco de concreto e aproveitei a manha.
isso mesmo. sol, vento, espaço - essas coisas todas super zen das quais às vezes fujo com perseverança.
e já que estava lá, resolvi rascunhar, fazer uns sketches livres, só pra observação. achei que saíram uma merda, mas fiquei feliz assim mesmo - mais pelo ato que pelo resultado. empolgado, ainda desci até a praça dos três poderes e fiquei lá, desenhando pombas e cabeças de jk. é duro admitir, mas sol e vento fazem menos mal do que gostaria de acreditar.
tente um dia desses. faz bem.